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Português que se preze, deixa sempre os presentes para a última da hora. E depois entra em stress, no dia 23, ou mesmo no dia 24 de manhã, quando a família já está a telefonar a perguntar a que horas chega, que não se esqueça das couves, ou das rabanadas, ou das cadeiras dobráveis, que este ano o Chico traz a namorada.
Pois desta vez não há desculpa. Têm aqui uma excelente lista com sugestões para todas as idades e todas as bolsas. E, ainda por cima, uma lista de produtos exclusivamente portugueses, que é para nos ajudarmos uns aos outros a sair desta interminável crise. A maioria deles são de pequenos negócios online, pelo que só têm mesmo de encomendar e ficar sentadinhos no sofá à espera do correio. Melhor que isto, só mesmo directamente com o Pai Natal, que eu sou apenas uma ajudante.- Uma clutch Baguera a partir de €110
- Uma peça de bijutaria da Décolleté a partir de €20
- Uma fotografia Legolive - €50
- Um tonki da street artist Vanessa Teodoro - €17
- Um bordado da Hardcore Fofo (esta tem bolinha!!! não ofereçam às avós!) - a partir de €10
- Um boneco Carapau de Corrida a partir de €15
- Conservas (diz que está na moda!) à venda na típica Conserveira de Lisboa, mas também em muitos supermercados e lojas gourmet por esse país fora. A partir de €2
- Objectos do antigamente à venda n'A Vida Portuguesa - a partir de €1
(para uma experiência ainda mais kitsch, visitem a loja de artesanato na minha avó, na Rua Miguel Bombarda nº94 Barreiro, onde encontram artesanato típico, galos de Barcelos, loiça das Caldas - bonecos também - canecas do Benfica, facas, utensílios de cozinha e tudo embrulhado no papel mais berrante com fitas e laços cada um de sua nação, tudo colocado em sacos de plástico sem qualquer tipo de branding, como antigamente!)- Discos e livros portugueses! Há tantas opções e tão boas (e não, não vou voltar a falar dos meus fantásticos livros!)... Vou apenas deixar um exemplo de um artista de quem gosto e que, tal como eu, anda a fazer tudo sozinho :)
E e isto. Espero que tenham um Natal muito feliz e bem português. -
Descobri recentemente um projecto nacional realmente inspirador. Chama-se Maria Riding Company, nasceu oficialmente em 2012, e não é mais do que o restauro de motas clássicas. Mentira. É muito mais do que um restauro: é a transformação de uma mota clássica em algo totalmente novo, com um espírito vintage mas muito original. Por outras palavras, uma peça de arte.
E como viajar também se faz fora da estrada, a Maria Riding Company criou aquelas que, para mim, são as pranchas mais bonitas do mundo. Aliás, são tão bonitas que estou mesmo a pensar abandonar o bodyboard só para poder ter uma.
Depois ainda há os acessórios, as mochilas, as t-shirts, tudo com um look simplesmente fabuloso. Olhar para aquelas peças faz-nos pensar numa roadtrip de verão, pela costa leste dos Estados Unidos. Ou melhor ainda, pela nossa Costa Alentejana.
Vale a pena espreitar o site, igualmente cuidado e aspiracional, e ficar a sonhar com a tal roadtrip, enquanto interiorizamos o espírito da marca:
Extraordinary Rides for Unconventional People.
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E por falar em mulheres portuguesas que levam o nome de Portugal pelo mundo, há uma que tem sido exímia a fazê-lo. Trata-se da artista Joana Vasconcelos. Desta vez foi uma das 15 mulheres convidadas para criar uma peça para a exposição que celebra o perfume Miss Dior.
Cada artista tinha de criar uma peça tendo por base o frasco deste perfume, peças essas que estão em exposição desde ontem no Grand Palais em Paris. O resultado está nas imagens abaixo e para mim, como fã quer da Joana, quer da Dior, não podia ser mais fascinante. Parabéns Joana.
Esboço do famoso frasco Miss Dior
As 15 artistas convidadas
Frascos e leds
Pormenor da peça
A artista e os técnicos
A estrutura
O resultado final
Miss Dior Exhibition
13 a 25 de Novembro 2013
Grand Palais - Paris
Entrada grátis (para quem tiver a sorte de passar pela capital francesa)
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Cada vez que vejo alguém com um lenço giro, seja numa revista ou ao vivo, lembro-me que tenho uma caixa cheia deles e nunca uso nenhum. Chego a casa entusiasmada, pego no primeiro exemplar a que deito a mão e tento colocá-lo de forma graciosa, isto é, de forma a não parecer uma velhota com um xaile pelas costas. Só que, por mais voltas que dê, não consigo que a coisa saia bem. Ou enrolo-o até parecer que parti o pescoço, ou assim que me mexo o lenço começa a escorregar, ou acabo por usá-lo tipo cachecol ou... xaile de velhinha. E lá voltam os desgraçados dos lenços para o fundo do armário.
Eis se não quando a Hermès lança a Silk Knots App, uma aplicação fantástica para as deseijeitadas como eu! E grátis! Tem imagens, vídeos e esquemas que explicam as várias formas de usar um lenço de seda, seja de que tamanho for. Obrigada Hermès: finalmente vou poder arejar os lenços e aproveitar para "roubar" uns bens giros do armário da minha mãe.
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A mais recente campanha de Saint Laurent é um hino ao rock dos anos 90.A ligação entre a marca e as vanguardas da cultura remonta aos anos sessenta, quando o próprio criador deambulava nos mesmos círculos que Nureyev, Warhol ou Catherine Deneuve. Aliás, um dos mais célebres casamentos dos anos setenta, entre Bianca e Mick Jagger, teve como protagonista o icónico smoking em branco.Agora, depois de uns momentos à deriva, a marca ressuscita esse espírito irreverente, mostrando um lado dark chic, que contrasta com as paletas coloridas que todas as outras marcas nos oferecem nesta estação.Além de tudo isto, é um belíssimo trabalho fotográfico de Hedi Slimane, o próprio director criativo da casa francesa. Uau!
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Não gosto de comentar polémicas que incendeiam redes sociais, mas fiquei realmente incomodada com a mais recente. Parece que a blogger Pipoca mais doce, ao comentar as vestimentas envergadas na noite dos Óscares, ridicularizou uma adolescente que posou na passadeira vermelha por esta não estar vestida à altura do acontecimento."E pronto, não é preciso procurar mais, está escolhido o terror da noite. Esta pequena, de seu nome Sofia Alves (podia perfeitamente ser a nossa Sofia Alves, que também é uma bimbalhona do pior) teve um surto de febre e, em delírio, decidiu apresentar-se assim na passadeira vermelha. Collant opaco, saia da Pimkie, uma camisola básica da H&M e o gorro do irmão mais velho que assalta carros à noite. Estou de boca aberta" escreveu no seu famoso blog.A polémica estalou quando se soube que a Sofia Alves era afinal uma menina com cancro cujo sonho de ir aos Óscares foi realizado pela associação Make a Wish. Mas para mim seria igualmente grave se Sofia fosse uma menina perfeitamente saudável. “Saia da Pimkie, uma camisola básica da H&M”, escreve a Pipoca com desdém. Mas será que veste de Valentino da cabeça aos pés? Será que foi criada pela realeza da moda? Ou já se esqueceu de onde veio? E será que tem assim tanta graça insultar gratuitamente uma outra figura pública?É este o problema destes pseudo fashionistas cujos blogs proliferam no maravilhoso mundo da internet. Acham-se o máximo por saberem quem é o director criativo da Givenchy ou por terem um convite para a Moda Lisboa, escrevem sobre tendências em tom de especialista e sobre gaffes das estrelas com sarcasmo, mas na verdade, a única qualificação que têm no que toca a moda é a avidez com que devoram Vogues e copiam blogs internacionais. E iludidos pela arbitrariedade do sucesso que se pode atingir na internet, começam a acreditar que são melhores, mais sofisticados, mais informados, mais elegantes do que todos os outros mortais.Claro que um blog ou um artigo de opinião num jornal é sempre algo pessoal onde o autor escreve o que pensa, sem censura. Mas quando se começa a ter uma audiência de milhares de pessoas é preciso ter algum pudor. Não se pode, ou pelo menos não se deve, escrever absolutamente tudo o que nos passa pela cabeça e que até podia ser engraçado se partilhado numa conversa entre amigos. Com uma audiência de milhares há muito espaço para más interpretações e ainda mais espaço para que uma pequena gaffe se transforme na piada do mês. A Pipoca deveria saber isto, ou não aprendeu nada com os seus amigos que colaboraram nos célebres vídeos da Samsung? Ou mesmo com o Sr.Galliano, já que gosta tanto de temas de moda.
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Além das folhas, do vento e da chuva, o Outono traz com ele a esquizofrenia do guarda-roupa. Trata-se de um fenómeno de curta duração que ataca a maior parte da população, com excepção daqueles que, faça frio ou calor, andam sempre de calças de ganga e t-shirt.
Num dia saímos à rua de sandálias e no dia seguinte de galochas. Num dia levamos um casaquinho e no outro arrependemo-nos de ter vestido uma manga comprida. A incoerência é tão grande que quando estamos a escolher a roupa de manhã, se formos à janela observar os transeuntes para nos ajudar na decisão, ficamos ainda mais baralhados. É que vamos deparar-nos, por um lado, com as fashion victim de botas e casaco comprido, que isto de ter os modelitos da nova colecção Outono/Inverno escondidos há semanas no armário já as estava a deixar loucas; e por outro lado, com os viciados do sol de manga curta e perna à mostra, que isto de ter de guardar as havaianas até à próxima Primavera é um suplício e antes apanhar uma pneumonia que colocar a pele em contacto com tecidos mais robustos.
Resultado: por umas meras semanas as mulheres de todo o mundo têm finalmente desculpa para dizer com toda a propriedade (e sem serem alvo de um reviramento de olhos dos seus parceiros) que não têm nada para vestir. Aproveitem!
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Durante a minha gravidez, sobretudo no final, quando as dores nas costas tornavam impossível calçar os meus queridos saltos altos, a coisa de que tinha mais saudades era do meu guarda-roupa fashion. A saia comprida de cintura subida, os vestidos justinhos, os tecidos sedosos. Pensava eu, na minha ingenuidade de mãe de primeira viagem, que assim que recuperasse a forma poderia voltar a usar tudo como antes. Pois não podia estar mais enganada.
Não é "apenas" uma questão de recuperar a silhueta. É todo um novo estilo de vida. Não que as mães tenham de se vestir de mães. Só que, de repente, a escolha da fatiota do dia está condicionada por diversos factores que antes nos passavam ao lado.
1) andar com um bebé ao colo não se coaduna com saltos de 10cm. Sobretudo na calçada portuguesa. Por isso, temos duas hipóteses: ou andamos de saltos mais baixos ou não tiramos o bebé do carrinho (a minha opção preferida). Aliás, o carrinho até ajuda na árdua tarefa de calcorrear as ruas das nossas cidades.
2) unhas pintadas só se for de cor neutra. É que entre as inúmeras lavagens de biberões, banhos, mudas de fraldas e desapertar minúsculos botões e molinhas das roupas do bebé, acreditem que o Rouge Noir fica desfeito em dois dias. Assim, a minha opção é manter as unhas das mãos bonitas mas com verniz transparente e aproveitar a cor para as unhas dos pés.
3) Há peças que devem ficar longe das crianças. Baba, leite, papa, fruta, bolsado, são apenas alguns dos fluidos que podem destruir uma camisa de seda ou um vestido de cetim. E acreditem que, por mais aventais que ponham, o vosso pequenino ser vai encontrar maneira de vos sujar. A maioria das vezes de forma tão amorosa que a dor de ver aquela peça arruinada é atenuada. Naquele momento. Depois, quando estamos a tentar adormecer, volta para nos assombrar. O que fazer? Antes de vestir seja o que for pergunto-me "ficarei muito triste se esta peça se estragar?". Se a resposta for sim, a peça volta para o armário à espera de um jantar só de adultos.
4) Brincos e acessórios são brinquedos muito divertidos. E perigosos. Se por um lado, dão jeito para entreter o bebé na origem de uma birra no meio do restaurante, também podem dar uma enorme dor de cabeça, quando ele rebenta o colar e começa a colocar as pecinhas na boca ou quando nos rasga um lóbulo com um puxão no brinco. Alternativa? Brincos de mola, peças que não se partam, investir em cintos e carteiras em vez de pulseiras e colares.
Resumindo, não é preciso renunciar às últimas tendências. Apenas readaptar o nosso estilo e lembrarmo-nos que agora já não estamos sozinhas. E ainda bem.
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